É tempo de mudar!

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Prezado amigo leitor, como você já deve ter observado, a Merc-News adotou a campanha “Vote pelo ABC” e, baseado nela, busquei alguma coisa para escrever tendo em vista as eleições do próximo mês. Confesso que a minha vontade, a exemplo da grande maioria dos brasileiros é me omitir completamente e ignorar as urnas; contudo, talvez um profundo sentimento de patriotismo vem à baila e me alerta que esta não seria a melhor maneira de agir, a não ser que queiramos que nosso País se exploda mesmo.

Então, o que escrever e que mensagem passar, sabedor do nível intelectual dos leitores desta regista – que procura sempre mostrar o lado bom da vida – e, em particular, deste editorial? Esbravejar e xingar iria contra a nossa linha editorial, e mesmo, os nossos princípios. Mais uma vez fui buscar inspiração em antigos textos que escrevi e encontrei um artigo que já foi publicado em eleições passadas, mas que, pasmem, continua atualizadíssimo. Assim, passo a transcrevê-lo:

“Todos que me conhecem sabem que procuro não falar de política e, principalmente, escrever sobre o assunto, em meus editoriais; no entanto, existem certas situações e que não podemos simplesmente nos calar e nos omitir, a exemplo das falcatruas que acompanhamos  diariamente pela mídia.

Em minha opinião o nosso País nunca teve problemas econômicos; na verdade somos uma País rico e abençoado por Deus – apenas quem conhece o exterior pode avaliar o que quero dizer – somos um povo cordato e com um poder de adaptação fantástico, a ponto de aguentar e sobreviver a todas as intempéries causadas por alguns de nossos ‘políticos’. Não temos terremotos nem tufões, mas, em contrapartida, fomos agraciados com ‘eles’.

Realmente não temos problemas econômicos, pois, mesmo pagando uma das maiores taxas de juros do mundo e recolhendo os maiores impostos, graças ao brio e bravura de nosso povo ainda conseguimos sobreviver e sermos competitivos. Podemos afirmar que os nossos problemas são apenas políticos. A palavra ‘político’, alias, está tão denegrida que, ao ouvirmos, nossa mente imediatamente estabelece uma reação com ‘bandido’. Será que podemos generalizar que todo o político é corrupto e não presta, a exemplo do que fazemos quando dizemos todo o menino de rua é ladrão? É claro que não, mas, aí, o inconsciente coletivo de Carl Jung entra em campo e faz uma goleada, e é quando os bons – poucos, diga-se de passagem – acabam pagando pelos maus – hoje lamentavelmente em sua grande maioria. A pergunta é: será que são realmente ladrões? Afinal, a maioria teve boa formação e é oriunda de lares bem formados. Minha resposta é que eles não são ladrões eles estão ladrões. Obviamente atraídos, segundo Freud, pelo mais básico dos instintos, que é o Instinto do Prazer e do Poder.

Quanto ao nosso futuro político, prestes a ser mudado, em parte, no próximo mês, está nas mãos dos jovens políticos que irão enfrentar o desafio de resistir às tentações pessoais, em prol da conscientização de uma sociedade melhor e mais abastada; contudo por mais otimismo que nossa Revista procure levar para os seus leitores, sou temeroso em arriscar qualquer prognóstico, em médio prazo, enquanto princípios de ética e moral não forem revistos.

Enquanto isso, o que fazer? Centralize a sua energia no seu trabalho e acredito em nossos empresários; a história mostra que já passamos por outras intempéries – ou só passamos – e continuamos vivos e crescendo. Não acredite que políticos, um dia mudarão o Brasil e, se alguém for trazê-lo, seremos nós. Aliás, meus 25 anos de andanças internacionais, posso dizer de cátedra que não existe, no mundo, um povo a exemplo do brasileiro”.

Para encerrar esta parte política, apenas uma sugestão para as eleições do próximo mês: conheça o seu candidato agora, principalmente o seu lado pessoal e moral; escolha alguém que você conheça que seja da nossa região, que você possa olhar ‘olho no olho’ e, se eleito, ter acesso a ele com a mesma facilidade que tem agora, na época das eleições.

Para terminar reitero que não são os políticos que mudarão nosso País, mas, precisamos que nos ajudem.

 

Um forte abraço e bom voto.

 

Matéria: Claudinei Luiz | Merc News

www.claudineiluiz.com.br

 

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